Posso dizer que esse meu período de ausência aqui do blog é proveniente tanto da preguiça quanto da falta de tempo e do excesso de trabalho. Houve muito pouca mudança desde a última vez, mas garanto que as coisas estão melhorando, voltei a estudar, uma pós há tempos necessária, então 50% dos meus finais de semana mensais estão comprometidos, mas tudo bem, estou gostando muito do curso.

Pretendo não demorar muito mais a postar as coisas inúteis que estão acostumados a ler, porque, de uma certa maneira, eu gosto de colocar essas coisas por aqui, hehehehe… Afinal, é um dos motivos que isso aqui foi criado, uma bela de uma área de escape que tenho dos dias que tenho passado.

Minha vida anda muito boa, para dizer a verdade, trabalho bastante, estudo bem (já estava ficando com saudade) e tomo minhas cervejinhas nos dias certos, (se é que isso existe, todo dia é certo :P)

Apesar da saudade do povo maluco que ficou em Cachoeiro, estou bem com os novos amigos de Vitória e também, quando tenho o privilégio, aproveito os amigos antigos que estão por aqui, claro que a frequencia que os vejo por aqui é tão grande quanto a que eu costumava ver quando morava em cachu e eles aqui na capital.

Pois é galerinha, estamos de volta… Abraços a todos, cervas e coisas que alegrem seus dias.

Volto logo.

Sem caminho, sem lugar…

Sombras, pó e poeira, nada para ver e sentimentos em total desalinho… Procurando o que não se encontra e torcendo para encontrar algo que nunca pensou em procurar.

Solidão, stress e desânimo!

Espero que quando vier a calmaria, as ondas e o vento da tempestade não tenham arrancado os locais onde os pássaros se aninham e cantam para mostrar a esperança dos novos dias!

Melancolia, paz e aconchego!

Novos tempos virão, mostrando que o passado e o presente podem ser tão obscuros quanto um futuro inesperado.

Frio, calafrio, recomeço…

O nascer do sol do próximo dia trará, com certeza, novas possibilidades. Será?

 

Amanhecer

Aquela espreguiçada longa logo pela manhã e a sensação de que o mundo está em repouso e continua adormecido é uma bela sensação que se apresenta quando estamos tranquilos e a mente livre das perseguições cotidianas. Pois é, isso aconteceu neste fim de semana, quando consegui me desligar de uma semana cansativa e fugir para a região serrana, num sítio afastado o suficiente para um descanço recompensador.

Lá tudo é muito bom, uma casa aconchegante, um resquício de mata atlântica nos fundos da mesma, a qual nos permite dividir a manhã gélida com a visita de inúmeras espécies de passáros que parecem disputar um concurso de beleza e cores, sem contar o lado musical, outros são alguns micos e saguis que se aproximam para se aproveitar do banquete de frutas que deixamos especialmente para eles.

O dia passa de uma maneira surreal, parece que o tempo corre do jeito certo, natural, não tão rápido, nem tão devagar, frio no amanhecer, ótimo para um café quentinho ou um chocolate quente para animar e aquecer o peito, e um sol que vem chegando aos poucos, para um esquentar gradual, que permite que, nos meados da manhã, abramos uma cervejinha gelada, acendamos o fogão a lenha e a churrasqueira e nos juntemos ao lado da piscina… Tudo isso se finda num anoitecer frio, próprio para um edredon quente, e, infelizmente não no meu caso por enquanto, dormir abraçado para acordar melhor ainda no dia seguinte.

Claro, quem se lembra dos problemas do dia-a-dia com tudo isso a mão? É o que devemos fazer, largar o caminho traçado por um tempo e tomar uma estrada nova às vezes, mesmo que tenhamos que retornar à antiga, visto que um desvio nem sempre estraga os rumos da vida, pode ser que nos dê esperanças e forças maiores do que as já sentidas.

Mudem, cresçam e se apresentem, Algumas curvas da vida não se encontram em mapas, basta saber que o caminho também tem surpresas espetaculares.

Abraços!!!

Relax

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As mais diferentes pessoas percorrem toda a vida procurando uma felicidade que existe no momento imediato e em lugares tão pequenos que a simplicidade os esconde de nossos olhos amargurados, que teimam em somente vizualizar o que não devemos nos ater. É assim, não creio que tudo que é bom dure pouco, acontece que as coisas boas tem tão pouco espaço na vida de certos indivíduos, que quando acontecem, não conseguem sobrepujar os problemas que passam pelo cotidiano.
Mas tenho fé, sempre tive essa fé que me empurra para frente quando canso de sofrer por problemas que afligem a alma e parecem cortá-la como uma excalibur renascida. Tomo goles impregnados da força das coisas boas, vindas dos amigos aos quais sempre pude confiar e aprendo cada vez mais a apreciar. Revido então, encontrando as saídas que não são poucas, mas que estavam obscuras, escondidas, e se revelam a partir dessa reação. Agradeço muito aos amigos e à alguns desconhecidos, por que não? Casos que ouvimos de pessoas anônimas por vezes tem lições que nos ajudam quando consequimos enxergar a “moral da história”. Pois bem vamos ao encontro dos caminhos abertos, com brisas tranquilas, para que então tenhamos também tranquilidade.
Momentos difíceis todos têm, e muitos conseguem dispersá-los, a esses meus sinceros parabéns, vamos avançar sobre a grama que cresce entre as pedras das dificuldades do dia-a-dia e prevalecer sobre esses infortúnios que temiam em tentar nos deter.

Esse final de semana foi de muito trabalho para conseguir completar a mudança para a nova casa aqui mesmo em Jardim da Penha, começamos cedo a fazer o transporte das tralhas para o novo endereço e lá para as 13:00 já estava tudo dentro da casa, o único problema foi a quebra da cama de meu irmão, mas já foi providenciada a troca, e por sinal se deu muito bem nela…

Após um breve descanso, banho tomado, fomos visitar algumas lojas a procura do que estava faltando na casa e, com tudo comprado, tratamos de montar as camas para descansar para o dia seguinte, “a arrumação”, claro antes de dormir fui no Zé Pellin, barzinho de flamenguistas perto de casa assistir o massacre do meu time do coração (líder isolado, diga-se de passagem) regado a uma brahminha gelada!

No dia seguinte a luta da arrumação da casa que durou até as 14:00 concluída com uma carne na grelhada para o almoço… depois foi entregar o carro que nos foi cedido por um amigo de Vila Velha…

Pronto povo, agora sim podem me visitar quando acharem viável, podem trazer a cerva e a carne que a gente da um jeito de fazer a festa!

Grande abraço a todos!

Pois então, creio que devo ser mais “simples”.

Porque para alguns é absolutamente necessário o crescer? Claro, o crescer espiritual e racional é um progresso intermitente na vida da maioria das pessoas, porém porque deixar de lado as brincadeiras de criança? As alegrias que coisas simples demais para serem percebidas trazem aos olhos puros? O conhecer e expandir a mente para coisas que na correria cotidiana passam como frívolas e inuteis?

É verdade, quando crescemos acumulamos responsabilidades. Pois então, façamos as coisas de um outro modo. Que tal uma realocação dos prazeres infantis? Um modo de fazer com que nossas gargalhadas sejam tão gostosas como os sorrisos dos bebês. Ver o movimento das marés, o farfalhar das árvores. O reunir com amigos na calçada de casa para bater papo! Algumas dessas coisas nós transportamos para nossa época, o reunir em um barzinho com um som legal e uma cerveja gelada é um meio de fugir do cotidiano em que o trabalho ou, às vezes, a família nos prende!

Digo que quando uma pessoa perde a sua infância perde a fina ligação à beleza da alma. Costumo dizer que ainda sou uma criança e que pretendo morrer como criança e ainda mais, se a graça superior me for dada, viver na eternidade como criança brincando pelas nuvens com os amigos que perdi e irremediavelmente perderei pelo caminho, até que a eternidade chegue a um destino inesperado e diferente.

Pois bem, o importante é se deixar levar, quando o tempo permitir… ler um bom livro, ver um bom filme, um passeio diferente ou uma festa de acabar com tudo! Sempre é bom mudar os ares, mesmo que seja por um tempo curto! Aproveitem como se tudo dependesse disso, tudo que é bom fica melhor quando sabemos quanto prazer podemos tirar das situações!

Cara, indescritivel como as sensações que seguem as mudanças podem afetar cada pessoa, ou melhor, as que seguem e as sensações que chegam antes das mudanças, no caso específico desta que acaba de ocorrer é que o sentimento em relação à mudança em si não me afetou muito, porém a reação de certas pessoas que souberam dessa mudança foi um tanto “estranha” para mim… A “ficha” não havia caído até a despedida de meus pais na segunda a tarde, pois talvez pelo motivo de que eu já tenha morado em Vitória há alguns anos passados eu me senti como se estivesse fazendo uma viagem normal de cotidiano, e minha sensação continua (superficialmente) essa.

Relatos de várias pessoas montam idéias de que mudanças são coisas inesperadas e necessárias para o crescimento real das pessoas, o que tomo por concreto, vendo a reação de meu irmão como exemplo mais próximo… Esperamos que minhas ambições se tornem realidade nessa nova vivencia em Vitória, trabalho para isso e rezo (apesar de não tão frequentemente) para isso… Estamos aqui, para quem mudou, ou para quem pretende mudar, os ares, o animo ou mesmo de lugar, sempre pronto a ajudar!