Pois então, creio que devo ser mais “simples”.

Porque para alguns é absolutamente necessário o crescer? Claro, o crescer espiritual e racional é um progresso intermitente na vida da maioria das pessoas, porém porque deixar de lado as brincadeiras de criança? As alegrias que coisas simples demais para serem percebidas trazem aos olhos puros? O conhecer e expandir a mente para coisas que na correria cotidiana passam como frívolas e inuteis?

É verdade, quando crescemos acumulamos responsabilidades. Pois então, façamos as coisas de um outro modo. Que tal uma realocação dos prazeres infantis? Um modo de fazer com que nossas gargalhadas sejam tão gostosas como os sorrisos dos bebês. Ver o movimento das marés, o farfalhar das árvores. O reunir com amigos na calçada de casa para bater papo! Algumas dessas coisas nós transportamos para nossa época, o reunir em um barzinho com um som legal e uma cerveja gelada é um meio de fugir do cotidiano em que o trabalho ou, às vezes, a família nos prende!

Digo que quando uma pessoa perde a sua infância perde a fina ligação à beleza da alma. Costumo dizer que ainda sou uma criança e que pretendo morrer como criança e ainda mais, se a graça superior me for dada, viver na eternidade como criança brincando pelas nuvens com os amigos que perdi e irremediavelmente perderei pelo caminho, até que a eternidade chegue a um destino inesperado e diferente.

Pois bem, o importante é se deixar levar, quando o tempo permitir… ler um bom livro, ver um bom filme, um passeio diferente ou uma festa de acabar com tudo! Sempre é bom mudar os ares, mesmo que seja por um tempo curto! Aproveitem como se tudo dependesse disso, tudo que é bom fica melhor quando sabemos quanto prazer podemos tirar das situações!

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