
Amanhecer
Aquela espreguiçada longa logo pela manhã e a sensação de que o mundo está em repouso e continua adormecido é uma bela sensação que se apresenta quando estamos tranquilos e a mente livre das perseguições cotidianas. Pois é, isso aconteceu neste fim de semana, quando consegui me desligar de uma semana cansativa e fugir para a região serrana, num sítio afastado o suficiente para um descanço recompensador.
Lá tudo é muito bom, uma casa aconchegante, um resquício de mata atlântica nos fundos da mesma, a qual nos permite dividir a manhã gélida com a visita de inúmeras espécies de passáros que parecem disputar um concurso de beleza e cores, sem contar o lado musical, outros são alguns micos e saguis que se aproximam para se aproveitar do banquete de frutas que deixamos especialmente para eles.
O dia passa de uma maneira surreal, parece que o tempo corre do jeito certo, natural, não tão rápido, nem tão devagar, frio no amanhecer, ótimo para um café quentinho ou um chocolate quente para animar e aquecer o peito, e um sol que vem chegando aos poucos, para um esquentar gradual, que permite que, nos meados da manhã, abramos uma cervejinha gelada, acendamos o fogão a lenha e a churrasqueira e nos juntemos ao lado da piscina… Tudo isso se finda num anoitecer frio, próprio para um edredon quente, e, infelizmente não no meu caso por enquanto, dormir abraçado para acordar melhor ainda no dia seguinte.
Claro, quem se lembra dos problemas do dia-a-dia com tudo isso a mão? É o que devemos fazer, largar o caminho traçado por um tempo e tomar uma estrada nova às vezes, mesmo que tenhamos que retornar à antiga, visto que um desvio nem sempre estraga os rumos da vida, pode ser que nos dê esperanças e forças maiores do que as já sentidas.
Mudem, cresçam e se apresentem, Algumas curvas da vida não se encontram em mapas, basta saber que o caminho também tem surpresas espetaculares.
Abraços!!!

Quarta-feira, Julho 23, 2008 at 5:21 pm
Muito lindo isso que sentiu e compartilhou!!!
Cenários como este, nos estimula a ter ricos diálogos com a gente mesmo, viagens interiores, a reflexão e correção de rotas se necessário…
Nos leva também a reconhecer a GRANDEZA do Autor da Existência. Porque o NADA não poderia ter criado NADA.
abç.
Sábado, Julho 26, 2008 at 1:00 pm
Puta merda! Vai tentar entender as pessoas: a criatura muda pra capital porque não aguenta mais morar na roça e, cerca de um mês depois de ter voltado à civilização, vem escrever um post meloso falando de passarinhos, saguis e micos num fim de semana no sítio. Eu heim…
Sábado, Julho 26, 2008 at 9:57 pm
que legal, tio.
me senti reanimada só de ler o que vc descreveu.
um beijo!!
ps.: vamos continuar tentando marcar nossa cerveja!!
Segunda-feira, Julho 28, 2008 at 8:06 pm
adorei tudo!
o final então excelente, caminhos incertos podem nos levar a lugares que nunca imaginamos mas podem ser melhor do que os que a gente imaginava… (confuso, mas acho que dá pra entender)
beijos
até mais breve
Segunda-feira, Julho 28, 2008 at 11:32 pm
Ah, que delícia!
Coincidentemente, esse fim de semana fui à capital.. Um pouquinho de caos urbano, mas a paz de amigos e família… E pôr do sol na praia.
Mas esse seu texto tão bucólico me encheu de saudades do campo…
Um grande beijo procê!
Terça-feira, Julho 29, 2008 at 5:16 pm
Sumir por uns tempos (mesmo que seja só por uma semana ou alguns dias!) é tudo de bom… Ainda mais para a natureza!… Para o interior… Fiz isso semana passada, nada de internet! Dá vontade de ficar por lá
Lindo texto, biólogo! A vida realmente nos guarda surpresas espetaculares.
Abraço!